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RAINHA DA ROBÓTICA

DÉBORA GAROFALO

Como transformar a educação de milhares de crianças e jovens da periferia a partir... do lixo? Pergunte a Debora Garofalo, a Rainha da Robótica. Essa é sua luta.

 

Confiante no poder de mudança da educação, a professora decidiu ampliar o universo de seus alunos ao extrapolar a sala de aula e propor uma nova forma de interação com o mundo que os cerca, com a comunidade. O problema, que era o lixo na rua, virou ferramenta de aprendizagem de uma disciplina considerada "coisa de escola particular", distante da realidade daqueles jovens: robótica. Um trabalho de criatividade, inventividade e exercício do pensamento científico, como conta Debora.
 

E o resto é história. Por seu trabalho, nossa Rainha da Robótica recebeu diversos prêmios e foi a primeira brasileira finalista do Global Teacher Prize, considerado o "Nobel da Educação". 

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DÉBORA APOIA

Através do lixo, podemos transformar o mundo!

Através do lixo, podemos transformar o mundo!

 

O projeto Robótica com sucatas tem como objetivo tirar o lixo das ruas, e transformá-lo em solução ao oportunizar o aprendizado de programação e robótica nas escolas públicas de São Paulo.

 

Ao longo de 03 anos e meio o trabalho obteve resultados positivos, melhorando o Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (IDEB), redução da evasão escolar, combate ao trabalho infantil e a retirada de 1 tonelada de lixo (eletrônicos e de sucata) das ruas de São Paulo.

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DÉBORA GAROFALO

 

Ser professor no Brasil é um grande desafio. Seja pela falta de estrutura das escolas públicas, seja pela falta de valorização da profissão. Mas frente às adversidades, alguns conseguem fazer coisas que pareciam impossíveis. É o caso da professora Débora Garofalo, que propôs implementar uma aula de robótica em uma escola pública na periferia da Zona Sul de São Paulo.


Nascida e criada na capital paulistana, nossa Rainha da Robótica tinha uma proposta ainda mais ousada: as aulas iriam aproveitar materiais reciclados do lixo da região. Impossível, diriam os mais pessimistas. Não para a professora, que acreditava não só no potencial dos alunos, mas também no papel transformador da escola.

 

As aulas de robótica não só saíram do papel, como conquistaram grande parte dos alunos. Desde 2015, mais de 2 mil alunos da EMEF Almirante Ary Parreiras, na Vila Babilônia, construíram protótipos com materiais reciclados. Mas mais do que isso: trouxe de volta a auto-estima para as crianças, provando que tudo é possível para aqueles que acreditam e colocam a mão na massa.

 

Desde pequena, Débora gostava de ensinar colegas de classe. Seu primeiro trabalho, aos 15 anos, foi exatamente onde iria construir sua carreira: como recreadora em uma escola infantil. Hoje, é formada em Letras e Pedagogia, possui Especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp e é Mestre em Linguística pela PUC-SP. Com mais de 16 anos dedicados ao ensino público, foi convidada pela Secretaria de Educação do Estado para ser coordenadora do Centro de Inovação, replicando seu projeto para mais de 2,5 milhões de alunos.

A Rainha acredita que a escola não pode ser uma ilha. É preciso conhecer o entorno, se envolver com os pais e a comunidade, e principalmente, entender a realidade dos alunos. Nesse processo, mais de uma tonelada de lixo foi retirada da comunidade, buscando resolver problemas como enchentes e doenças.

 

Seu trabalho foi coroado com um grande prêmio: a professora esteve entre os 10 melhores professores do mundo, de acordo com o Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação. A primeira mulher brasileira e sulamericana a estar na lista cresceu em uma família de três irmãs, criada apenas pela mãe, enfrentou as dificuldades impostas não só por questões econômicas, mas também morais. Diziam que por ser filha de uma “mãe solteira”, não seria ninguém na vida.
 

As aulas de robótica não foram feitas pensando apenas no futuro. O olhar da professora tenta mudar o presente da vida dessas crianças e adolescentes. O projeto inicial, na Vila Babilônia, aumentou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola, saltando de 4,2 para 5,2, reduziu a evasão escolar e o trabalho infantil. “Nosso caminho é longo, mas estamos provando que é possível”.

 

depoimentos

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Kayran

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Richard

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