logo1_transparente.png

REIS Das ruas

PADRE JULIO LANCELLOTTI

Não é preciso ter qualquer envolvimento com religião para reconhecer no Padre Julio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, os valores mais nobres – pautados na defesa incansável dos direitos humanos. Como ele diz, a esperança de um mundo melhor está na luta, na resistência. 

 

Reconhecido por sua atuação há décadas junto à população vulnerável e marginalizada da capital paulista, coroamos, carinhosamente, o Padre Julio e seus companheiros e companheiras de rua, como reis e rainhas. Subvertemos a coroa.

Em tempos tão nebulosos como o que estamos, Padre Julio, pedagogo de formação, nos ajuda a lembrar que "o amor é uma aprendizagem diária'', como ele diz.

pd jullio.png

PADRE JULIO APOIA

Ajude a População de Rua!

 

Veterano com uma vida inteira dedicada às causas sociais, Padre Julio Lancelotti, por meio da Paróquia de São Miguel Arcanjo, oferece ajuda à população em situação de rua em São Paulo.

 

No início da pandemia, para enfrentar a lentidão dos poderes públicos, o Pe. Julio lançou a campanha “Adote uma família“: quem tem condições de ajudar assume a diária de hotel para uma família sem moradia, que assim também poderá ficar em casa e se proteger da Covid-19.

logo1_transparente.png

PADRE JULIO LANCELLOTTI

Um padre com uma marreta na mão em defesa da população em situação de rua. Com certeza esse foi um dos registros mais icônicos de um membro da igreja. O ato simbólico do padre Júlio Lancellotti serviu para denunciar o descaso da prefeitura de São Paulo com essa população, que em plena crise sanitária, decorrente da pandemia da Covid-19, tentava limitar os poucos locais públicos cobertos que poderiam servir de abrigo em dias de chuvas.

 

Se Jesus, na versão católica, andava com os pobres, prostitutas e vulnerabilizados, o nosso Rei das Ruas segue suas palavras à risca. Ligado à Teologia da Libertação, um movimento latino-americano dentro da igreja católica que leva em consideração as desigualdades sociais no exercício da religião, defende um cristianismo plural, longe de preconceitos e sempre de portas abertas a quem queira participar de suas missas e ações comunitárias.

 

Crescido no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, aos 12 anos entrou no seminário, em Araraquara. Desistiu após um ano e meio, e de volta à capital paulista continuou a frequentar a paróquia do seu bairro, onde se tornou coroinha. Tentou uma segunda vez seguir a carreira de padre, mas acabou expulso por não se encaixar na doutrina rígida do novo seminário. Se formou em Pedagogia, mas seguiu com sua fé.

Somente nos meados da década de 80, Padre Júlio Lancelotti se tornaria realmente um missionário da igreja católica. Na época, trabalhava na Pastoral do Menor, onde foi um dos fundadores. Também participou da criação da Casa Vida, já nos anos 90, acolhendo crianças com HIV.

 

Toda sua trajetória explica a figura que vemos nos jornais e nas redes sociais: o Rei das Ruas, sempre rodeado de seus irmãos e irmãs, que luta por um mundo mais justo ao lado dos desfavorecidos. Dependentes químicos, pessoas em situação de rua, travestis, menores de idade sem lares, egressos do sistema prisional e todos aqueles marginalizados que precisam de auxílio, seja ele material ou afetivo, já que muitas vezes, uma conversa ou palavra de apoio reacende a esperança.

Com suas posições, se tornou um dos inimigos de setores mais conservadores dentro da igreja e da política. Por uma visão simplista dos problemas sociais, taxam seu trabalho de assistencialista, sem retorno social, quando, na verdade, ele faz o que julga o mínimo: trata a todos de forma igualitária e humana.

 

Na pandemia da Covid-19, sua atuação se tornou ainda mais evidente, já que as desigualdades se acentuaram. Seja na doação de alimentos, roupas e máscaras, ou nas suas fervorosas missas na Paróquia de São Miguel Arcanjo ou na Capela São Judas Tadeu. “Eu não trabalho com o povo da rua. Eu convivo com o povo da rua”, afirma ele.

Para o padre, somente através do amor vamos conquistar uma sociedade mais justa. Aos 73 anos, atualmente é coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, e mostra que ainda tem muita energia para lutar pelos que precisam. 

 

depoimentos

FUNDO%20SITE_Prancheta%201_edited.jpg

Paulo Escobar

Pedro Escobar.jfif
00:00 / 02:22

Valéria Jurado

Valéria Jurado.jfif
00:00 / 01:44