REI DO KARAOKÊ

ADENILSON DE MOURA SANTOS

Se você já foi ao Karaokê Samurai, no bairro da Liberdade, em São Paulo, é provável que tenha encontrado com um senhor elegante, sempre de óculos escuros, interpretando apaixonado músicas de Elvis Presley ou alguma canção em japonês, acompanhado de Mônica, proprietária da casa e parceria de dueto – ou pelo menos ouvido falar sobre ele. Cego desde os 44 anos, era um devoto da música e tinha o sonho de ser ouvido por mais pessoas. Chegou até a gravar um disco nos anos 80, sem muito alarde. Depois de anos de apresentando religiosamente no Samurai, faleceu 2013, aos 60 anos, dias antes de se apresentar em rede nacional, convidado por um programa de televisão. 
 

Adenilson de Moura Santos, o Rei do Karaokê, fez história na noite paulistana e, como singelo gesto de homenagem, queremos compartilhar com vocês um pouco de sua trajetória. Para isso, teremos um episódio da "Mostra Monarquia Popular Brasileira" dedicado a ele e sua paixão pela música, com depoimentos de amigos e familiares – seus fãs. 

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ADENILSON DE MOURA SANTOS (em memória)

 

Adenilson de Moura Santos era um devoto da música. Cego desde os 44 anos, a falta de visão não o impediu de se tornar uma celebridade do Samurai Restaurante e Karaokê, que frequentava religiosamente, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

 

De estilo romântico, sempre elegante, se sentia valorizado pelo público do karaokê por sua interpretação apaixonada e voz grave, sempre entoando Elvis Presley, de quem era fã, ou alguma canção em japonês com Mônica, proprietária da casa e parceria de dueto, de quem se tornou grande amigo. Funileiro de profissão, seu prazer era cantar, e sonhava ser conhecido para além do palco do Samurai. Nos anos 80, chegou a gravar um disco e ser calouro no programa do Silvio Santos, mas a carreira não deslanchou. Em 2013, ao virar matéria na Folha de São Paulo, pelo olhar da jornalista Taísa Szabatura, encantada com sua presença, viu essa chance se aproximar. Agradecido com a repercussão da matéria, dizia que seu momento tinha chegado. Mas não deu tempo. Morreu meses depois, aos 60 anos, dias antes de se apresentar em um programa de televisão.

 

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depoimentos

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Paulo Mamoru

00:00 / 01:03

Cristina Zuliani

00:00 / 01:44

Jhenis Coelho

00:00 / 01:44