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REI DE PARAISÓPOLIS

GILSON RODRIGUES 

"Se eu fosse rei do Brasil? Eu acabaria com esse negócio de rei e faria uma república popular!". 

 

A trajetória do líder comunitário Gilson Rodrigues, o Rei de Paraisópolis, poderia ser resumida nessa frase. O que importa é o "nós", o coletivo. Desde os 25 anos à frente da União dos Moradores e Comércio de Paraisópolis, Gilson, com um trabalho profundo de mobilização popular, junto a centenas de outros moradores, transformou – e segue transformando – a realidade da favela. 


Com muita honra, o Rei de Paraisópolis será um dos retratados da nossa "Mostra Monarquia Popular Brasileira" .

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GILSON APOIA

O que é o G10 das Favelas?

 

O G10 Favelas é uma organização sem fins lucrativos. Somos um Bloco de Líderes e Empreendedores de Impacto Social das Favelas e todo o dinheiro doado é revertido em bens para as comunidades. Em 2020 entregamos centenas de milhares de kits de higiene e cestas básicas, com o apoio e solidariedade de milhares de apoiadores.

 

Em 2021, com a sua ajuda, podemos fazer muito mais. Mude a forma que o Brasil enfrenta a pobreza e dê esperança para uma família.

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GILSON RODRIGUES

 

Um exemplo vale mais que mil palavras. Não adianta falar que algo é possível, se ninguém mostrar que realmente é. É o que acredita Gilson Rodrigues, líder comunitário e presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, a segunda maior favela de São Paulo, com cerca de 100 mil moradores.

 

Baiano de origem, mas na cidade desde os 5 anos, Gilson começou sua trajetória na luta por condições dignas na região quando ainda estava no ensino médio. Foi atuante no grêmio estudantil, onde encontrou oportunidade para trazer melhorias aos estudantes. Sua liderança chamou a atenção do então presidente da associação de moradores, que o convidou para ser vice-presidente em 2005. Pouco tempo depois, Gilson ocupou o lugar do colega e se tornou presidente.

 

À frente da associação, conquistou grandes progressos para a comunidade negligenciada pelo poder público, como o asfaltamento de todas as ruas, canalização do córrego, quatro mil novas moradias, 15 escolas e três postos de saúde. Com os avanços estruturais, percebeu que os moradores de Paraisópolis avançavam juntos. Pequenos comércios e empresas começaram a surgir.

O Rei de Paraisópolis, conhecido e tratado na região como Prefeito, entendeu que a cultura do “nós por nós” não é só possível, como necessária. Através do incentivo moral e do apoio financeiro, contribui para fazer a economia interna girar, vendo novos negócios surgirem no bairro. Não sem muito engajamento social e pressão aos órgãos públicos.


Gilson queria que as pessoas sentissem orgulho de morar naquela comunidade. Por meio da União dos Moradores, iniciou a formação de empreendedores, criou a Escola do Povo para erradicar o analfabetismo na comunidade, conseguiu parcerias com grandes empresas para dar cursos na região, entre outros mais de 40 projetos.


Aos poucos, descobriu também que a luta une as pessoas. Junto a outras nove comunidades espalhadas pelo Brasil, fundou o G10 Favelas, um bloco econômico que coopera e discute o desenvolvimento de cada uma delas. Juntas, essas favelas fazem circular R$ 7 bilhões de reais por ano. A ideia é que o dinheiro se volte para dentro, fazendo com que surjam novas empresas e postos de trabalho nas próprias regiões.

Durante a pandemia da Covid-19, a União de Moradores foi essencial para reduzir os estragos causados pelo vírus, já que não houve suporte necessário do governo. Alugaram ambulâncias, contrataram profissionais de saúde, capacitaram mais de 600 moradores para atuarem como monitores orientando a população, construíram um local para isolar os infectados, distribuíram alimentos, auxílios financeiros e máscaras. Paraisópolis virou exemplo internacional de combate à doença.

Pai de 2 meninos, irmão de 13 pessoas e padrinho de 68 crianças, Gilson era conhecido como o “filho da muda” (pela deficiência da mãe) e desacreditado sobre seu futuro. Além de todo seu trabalho, nosso Rei já esteve em 14 países contando sobre a transformação que ajudou a realizar na comunidade. Seu legado é um exemplo de mobilização coletiva e um convite para que os moradores de favela sejam agentes da própria mudança. “A minha missão é ajudar pessoas”.

 

depoimentos

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Maria Nilde

Idealizadora do projeto Costurando Sonho. Que tem o principal objetivo acolher e empoderar mulheres vítimas da violência doméstica.

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Juliana da Costa

Empreendedora Social. Liderança comunitária. Sócia do projeto Mãos de Maria. Capacitação através da culinária, voltado ao empoderamento de mulheres.

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Tereza Rodrigues

"Gilson, sinto orgulho dele ter saído da minha casa, do Gilson ser um rapaz que vê o sofrimento das pessoas e tenta ajudar (...) Você é um guerreiro, estou com você, estamos juntos para vencer."

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